Associação Empresarial de Resende apela à intervenção urgente na EN222

Associação Empresarial de Resende apela à intervenção urgente na EN222

Resende, 05 de maio de 2026

A Associação Empresarial de Resende (AER) manifestou a sua preocupação face à demora na reparação da Estrada Nacional 222 (EN222), considerando que a situação está a provocar sérios constrangimentos à mobilidade da população e à atividade económica do concelho.

Em comunicado, a associação alerta que a ausência de uma intervenção célere está a agravar o isolamento de um território já marcado por limitações ao nível das acessibilidades. A AER recorda que Resende é um concelho de baixa densidade populacional, sem vias rápidas de ligação, dependendo exclusivamente de estradas sinuosas para o acesso a serviços essenciais e centros urbanos.

Segundo a direção da associação, o corte da EN222 veio agravar de forma significativa esta realidade, obrigando residentes, empresários e serviços de saúde a recorrerem a percursos alternativos mais longos, demorados e dispendiosos.

A preocupação assume especial relevância numa altura em que decorre a campanha da cereja, um dos principais motores da economia local. A AER sublinha que agricultores e empresas ligadas à produção e comercialização deste produto emblemático da região estão já a enfrentar prejuízos diretos, resultantes do aumento dos custos de transporte e das dificuldades logísticas associadas aos desvios existentes.

Na carta enviada ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, a associação defende que a reparação da EN222 deve ser encarada como uma intervenção prioritária, apelando a uma resposta rápida e eficaz por parte das entidades competentes.

“Não pedimos privilégios. Pedimos equidade. Pedimos que o Estado não agrave, com a sua inação, o isolamento de um território que já tem dificuldades suficientes”, refere o documento.

Para a Associação Empresarial de Resende, a resolução deste problema é fundamental não apenas para garantir a mobilidade e a segurança das populações, mas também para salvaguardar a competitividade económica do concelho e minimizar os impactos negativos sobre as empresas e produtores locais.

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